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Akita

Akita é um cão que detém a honra de ser chamado de “Monumento Nacional”. É uma raça que teve origem na região Norte do Japão há cerca de 300 anos, quando era usado como cão de briga, esporte muito popular no Japão desde a Idade Média.

Padrão FCI: nº 255 / 02 de abril de 2001 / GB;

Origem: Japão

Nome de Origem: Akita Inu

Utilização: Guarda e companhia.

Histórico da raça

A raça surgiu na região Norte do Japão, há cerca de 300 anos, era usado como cão de briga, esporte muito popular no país desde a Idade Média. No século XIX, essas rinhas ainda eram muito frequentes e os cães eram chamados de Odate, em referência à cidade onde se encontravam. No final do século XIX, os cães da província de Tosa, foram levados à província de Akita. No inicio, os Akitas eram mais fortes do que os Tosas mas, com o passar do tempo, foram sendo superados devido ao cruzamento dos Tosas com cães europeus. Em 1927, motivado pelo aumento da mestiçagem e preocupado em manter a pureza da raça, o prefeito de Odate fundou a Akita-Inu Preservation Society. Nesta mesma época, o interesse por brigas de cães começou a declinar.

Durante a Segunda Grande Guerra, houve uma baixa expressiva no número de Akitas que quase levou a raça a extinção. Desta vez eles estavam sendo usados como alimento e suas peles como abrigo.

Com o quase desaparecimento da raça, os Akitas foram muitas vezes cruzados com outros cães (Pastores Alemães, Tosa Inus, São Bernardos e Mastiffs), descaracterizando o tipo original.

Em virtude da quase extinção do Akita no Japão, iniciou-se naquela época uma busca desenfreada em preservar a raça, os poucos exemplares que haviam restado foram cruzados obedecendo a poucos critérios genéticos, pois o intuito era não deixar que a raça se extinguisse, uma vez que ela foi muito bem vista pelos americanos que se interessaram em levar outros exemplares do cão para os EUA. Alguns criadores de Akitas japoneses dizem que a raça hoje perdeu muito de suas características originais, do início do século. Era mais robusta e não tão alongada, muitas destas características perdidas em cruzas indevidas.

Em 1931, o Akita foi nomeado pelo governo japonês como riqueza e monumento nacional. Após a Segunda Guerra Mundial, muitos cães, na sua grande maioria mestiços com Pastor Alemão, foram levados do Japão para os Estados Unidos, transformando-se, hoje, em uma raça distinta. Alguns anos depois, o Japão iniciou um trabalho para recuperar o aspecto oriental (e original) da raça que havia sido perdido.

No Japão acompanhava os samurais na defesa das terras; hoje acompanha a família guardando seus componentes e território. Observador, reconhece instintivamente o dono, o amigo do dono e o estranho a quem ataca quando se torna intruso.

Uma imensa estátua de um Akita, chamada Chuken Hachiko (Leal Hachiko), foi levantada nos anos 20, na estação de trem Shibuya em Tóquio. A homenagem é prestada pela lealdade do cão que por anos acompanhou e recebeu seu dono nesta mesma estação, quando ele ia e voltava do trabalho. Depois da morte de seu dono, em 1925, o cão continuou a ir, diariamente, na estação e ficava esperando pelo dono falecido até que último trem chegasse à meia-noite. Estas visitas duraram 9 anos até a morte de Hachi.

Quando a Segunda Grande Guerra Mundial terminou, os akitas haviam sido drasticamente reduzidos em número e existiam como três tipos distintos:

* Akitas matagi;

* Akitas de rinha;

* Akitas pastores.

Isto criou uma situação muito confusa na raça.

Durante o processo de restauração da raça pura após a guerra, o Kongo-go, um cão da linha Dewa, que exibia características de influência do mastife e do cão pastor alemão, gozaram de uma temporária, mas tremenda popularidade.

Contudo, os aficionados e sensíveis criadores não aprovaram esse tipo como uma real raça japonesa, assim eles se esforçaram para eliminar a pressão das antigas raças pelo cruzamento com os akitas matagis com o propósito de restaurar a raça pura original. Eles obtiveram sucesso em estabilizar o potencial da raça de grande porte como é conhecida hoje.

Aspectos gerais

De porte grande, construção sólida, bem proporcionado e com muita substância, características de sexualidade bem definidas, com uma figura de elevada nobreza e dignidade em sua modéstia; valentão por constituição.

Fêmea: Altura Ideal – 61 cm

Macho: Altura Ideal – 67 cm

Temperamento: Tranquilo, fiel, dócil e receptivo.

Pelagem

Pelos duros e retos, com subpelo macio e denso; a cernelha e a garupa são revestidos com uma pelagem ligeiramente mais longa; os pelos da cauda são ligeiramente mais longos.

Cor

Ruivo, sésamo (pelos ruivos com pontas pretas), tigrado e branco. Com exceção do branco, todas essas cores deverão ter “urajiro” (pelagem esbranquiçada nas laterais do focinho, nas bochechas, sob o queixo e no pescoço, no peito, toda a linha inferior e face medial dos membros).

Peso

Varia entre 38 e 50 kg

Fonte: BrunoTausz

 

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