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Abissínio

Apesar de ser uma das raças mais antigas de que se tem conhecimento, ainda há controvérsia sobre a sua origem. Na aparência, os Abissínios lembram os gatos do Antigo Egito. Ainda hoje, possuem uma aparência selvagem, lembrando o felis lybica, o ancestral africano de todos os gatos domésticos.

O nome Abissínio não é devido à Etiópia ou Abissínia, como se pensa, mas porque o primeiro gato dessa raça exibido na Inglaterra, foi importado desse país.
A Inglaterra é considerada o berço da raça, a qual resultou do cruzamento entre exemplares trazidos inicialmente da Abissínia por soldados britânicos, com outros gatos ingleses vermelhos, prata e tigrados. O exército inglês deixou a Abissínia em maio de 1868, época em que esses gatos entraram pela primeira vez na Inglaterra.
O Abissínio foi reconhecido oficialmente em 1882 na Inglaterra.
No livro Inglês, de Gordon Staples, “Cats, Their Points, Etc.”, publicado em 1874, há a primeira menção ao gato abissínio. Nele aparece “Zula”, propriedade da esposa do Capitão Barret-Lennard. Esse gato foi trazido após a guerra.
Infelizmente, não existem registros por escrito dos gatos Abissínios anteriores a esses importados.
Estudos recentes realizados por geneticistas, mostram que a origem mais provável do Abssínio é a costa do Oceano Índico e partes do sudeste da Ásia.
Apesar do Abissínio como raça ter sido refinado na Inglaterra, a sua introdução aquele país e outros, foi o resultado de colonizadores e mercadores que paravam em Calcutá, o maior porto do Oceano Índico.

O primeiro Abissínio a ser importado da Inglaterra para a América do Norte, chegou por volta de 1900. Somente por volta de 1930 é que Abissínios de boa qualidade foram exportados para os Estados Unidos, formando a Associação de Criadores da Raça Abissínio.

De acordo com o livro “Kitten Buyer’s Guide” de Carolyn Osier, os Abissinios são muito inteligentes, gostam de estar com o homem, curioso, leal, companheiro.
Diferente da maioria dos gatos, é apaixonado pela água, da qual se aproxima quando tem oportunidade e onde, às vezes, nada. O macho assume as tarefas com os filhotes quando a mãe se ausenta. Tem voz suave e é bastante silencioso.

A pelagem do Abissínio pode ter a coloração agouti, semelhante a cor da cotia, os olhos delineados por uma pele escura, circundados por pêlos mais claros e com uma risca superior quase vertical.

Existe ainda a cor ruddy, também chamada de lebre.
A cor silver ainda não é muito aceita pelas entidades americanas. Apesar de ser conferido o pedigree, não permitem inscrevê-la nas exposições. No Brasil, só o Clube Brasileiro do Gato, filiado á entidade européia Fife-Federação Internacional Felina, confere títulos a exemplares de cor silver.

Foto Dreamstime

   Ficha

Características físicas: cabeça triangular com contornos arredondados, testa e crânio suavemente curvos; pescoço arqueado; focinho não ponte-agudo; orelhas grandes, levemente ponteagudos; olhos ouro, verdes, cobre ou avelãs, amendoados, grandes; corpo médio, musculoso, dorso levemente arqueado; pernas finas e longas; pés ovalados e compactos; rabo longo e afilado.

Pelagem: média, densa, de textura fina com 4 a 6 bandos de cores alternadas, escuras nas pontas dos pelos e claras na raíz e subpelo lanudo. Sem manchas brancas no corpo, exceto nas narinas, queixo e parte superior do pescoço. Marcas tigradas nas pernas e cauda podem indicar mestiçagem e são falta desqüalificante nas exposições.

Cores: ruddy (tons de abricot e preto); sorrel (mescla de vermelho e tom de abricot mais intenso); blue (tons creme com coloração cinza-claro e escuro) e beige-fawn ( tons de camurça rosado mesclado com coloração camurça mais forte) e silver (subdividida em 4 tonalidades, todas com a predominância de prata, reconhecida só na Europa). Obs: filhotes nascem laranja-escuros com manchas pretas ou quase preto. Cores começam a surgir na 6ª semana e podem finalizar só aos 6 meses ou mais.

Cuidados: escovações quinzenais com escova de cerdas macias, contra e à favor do pelo. Limpar orelhas com cotonete e água boricada semanalmente até os 8 meses de vida e depois só quando sujas. Corte regular só das unhas da frente (as de trás gastam naturalmente).

Ninhadas: 3 a 4 filhotes, podendo ultrapassar.

Tempo de vida: média de 12 anos.

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