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Os perigos da ingestão de objetos estranhos

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A ingestão de objetos estranhos está entre as dez principais ocorrências mais comuns no Pronto Socorro do Hospital Veterinário Pet Center Marginal. Basta um deslize do dono para que cães e gatos comam o que há de mais improvável, como agulhas, bijuterias e joias, prendedores de cabelo e de roupa, meias, brinquedos, entre outros. Por mais curiosas e engraçadas, essas histórias merecem atenção, já que se tratam de situações complexas que podem resultar em morte.

“Além de obstruções do trato gastrointestinal, é possível ocorrer perfurações nos órgãos internos e hemorragias que nem sempre poderão ser controladas, intoxicações graves por substâncias presentes na composição do que foi engolido, sufocamento e até óbito em situações mais complexas”, alerta a Dra. Valéria Corrêa.

A atenção dos donos, lembra Corrêa, é muito importante porque quanto mais cedo buscar ajuda, melhores são as condições de tratamento. Também não se deve tentar resolver o problema em casa, o ideal é correr imediatamente para o veterinário. “Já vi casos em que o dono tentou tirar algo a força da boca do animal e acabou empurrando o objeto, tornando o problema ainda mais crítico. Os gatos, por exemplo, gostam de mastigar fios, linhas, caso elas fiquem penduradas no ânus do animal, não se deve nunca puxá-la”, adverte.

Como nem sempre acompanhamos tudo o que animal faz, é importante reconhecer os sintomas frequentes nesses momentos. De acordo com a especialista, após comer algo que não devia, é comum que os animais fiquem prostrados, recusem comida e água, apresentem problemas para evacuar, tenham dificuldade para respirar, fiquem cianóticos (com focinho e boca arroxeados por não conseguirem respirar) e tenham muita dor na região abdominal.

Em situações de emergência como as mencionadas, o veterinário costuma fazer exames de raio-X ou US para ver onde o objeto está alojado. São três possíveis indicações para contornar o mal. Pode-se recorre a uma endoscopia com anestesia, na qual o objeto será pinçado e retirado pela boca. Dependendo do que foi ingerido, é possível esperar pela evacuação, sempre com acompanhamento veterinário. Por fim, há a possibilidade de uma cirurgia.

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