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Fique atento às raças com focinhos achatados

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Basta fazer um breve exercício mental: quantas raças de cães e gatos simplesmente não existiam há poucos anos? A busca por novidades também faz parte do mercado pet, mas tanto a criação de novas linhagens quanto a busca indiscriminada pelo que os criadores chamam de “perfeição” pode levar a sérios problemas de saúde nos animais.

O alto índice de cruzamentos entre raças é o principal fator apontado pelos especialistas para a predisposição característica de algumas raças a problemas respiratórios e até oculares. E o vilão, nesses casos, costuma ser o formato do focinho que, por conta de alterações provocadas por cruzamentos, nem sempre consegue cumprir sua função orgânica de possibilitar a respiração correta. Por isso, animais de raças com focinhos acentuadamente achatados, como ocorre nos pugs, buldogues ingleses e gatos persas, exigem cuidados redobrados.

Nem sempre um focinho curto é indício de problema. Algumas raças têm esse achatamento natural como característica. O problema, segundo os veterinários, é o exagero e as sucessivas tentativas de “aperfeiçoamento” nos canis e gatis a partir de cruzamentos que acentuem o encurtamento. “Isso existe por conta da busca exagerada em aperfeiçoar cada vez mais as raças, mas a prática pode trazer sérios problemas aos animais”, explica a veterinária clínica Adriana Leal.

Dificuldade na respiração, infecção ocular e diminuição nas dimensões do crânio são alguns dos vários graves problemas de saúde que podem ser ocasionados por um focinho excessivamente achatado. Com as vias respiratórias comprometidas, os animais podem ter grande dificuldade para respirar e se alimentar.

O acompanhamento contínuo por um veterinário faz com que a fisioterapeuta Andrea Maciel fique mais tranquila com relação ao seu pug Dino. “Sabendo dos problemas que ele pode vir a ter por causa do focinho achatado, procuro levá-lo sempre ao veterinário”, afirma. “Até agora ele não apresentou nenhum problema, mas fico atenta para saber como agir”, revela. Andrea acredita que esse acompanhamento é essencial para orientá-la quanto aos cuidados com Dino.

Os problemas com as vias respiratórias dos animais, porém, não são exclusivos de raças de focinho curto. A área deve receber atenção especial independentemente das suas características.

Pelo próprio costume de gatos e cachorros de cheirar objetos e usar o focinho para exploração, há chances de inalação de substâncias alérgenas e de picadas de insetos no local. Outro cuidado indicado pelos veterinários é a necessidade de proteção solar no caso de focinhos de cor clara. Por se tratar de uma área sensível e com a pele mais exposta, pode haver desde queimaduras solares até o desenvolvimento de manchas e lesões cancerígenas. A recomendação, neste caso, é aplicar protetor solar sempre que o animal for exposto ao sol.

A ordem dos veterinários é olhar e manusear sempre o focinho do animal. Qualquer inchaço, vermelhidão ou perda da coloração normal são sinais de alerta. Barulhos anormais durante a inspiração ou a expiração também devem ser relatados ao especialista. “Verificando diariamente, o criador saberá como está a região e, diante de alguma alteração, é preciso levá-lo imediatamente ao veterinário”, finaliza a Adriana.

Fonte: Portal Diário de Pernambuco

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