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Extinto aventureiro com liberdade controlada

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Quem tem gato em casa ou convive com algum felino bem sabe dos extintos aventureiros e da natureza curiosa desses exploradores peludos. Para quem mora em apartamento, proteger janelas com telas apropriadas é imperioso para a segurança dos mascotes. Mas quem cria gatos em casa vive um dilema: permitir ou não que eles tenham acesso à rua?

Motivos não faltam para os donos impedirem seus felinos de explorarem o mundo lá fora. Muitos alegam riscos de doenças, de atropelamento ou até envenenamento. Porém, donos de um comportamento peculiar, bem diferente do canino, o felino, por sua natureza, requer certa liberdade. Mas qual seria a melhor opção para proteger seu gato?

Não acostumar o animal a passear ou levá-lo para fazer suas necessidades fisiológicas em ambientes externos ajudam a restringir o ímpeto de liberdade dos felinos. No entanto, há quem opte por adestrar o felino, para que ele seja monitorado.

Segundo a veterinária e professora da Universidade Federal Rural de Pernambuco Roseana Diniz, gatos podem ser adestrados, desde que o trabalho comece com o animal ainda filhote. “Diferentemente do cão, o felino vê seu dono como membro do seu convívio social, e não como um líder. Por conta do próprio temperamento do gato, o adestramento é um processo difícil”, explica. Mas, para protegê-lo, é válida a tentativa de acostumá-lo a uma liberdade vigiada, com a permissão de passeios limitados.

Prova de que isso é possível está na experiência de donos que conseguem criar seus gatos com certos limites, acostumando-os ao uso de coleiras para passear ou estabelecendo horários para passeios. A tosadora Marduce Belo, dona do SRD Zulu, nunca teve problemas com o temperamento do seu mascote e conseguiu facilmente habituá-lo à coleira para passear. “Desde filhote ele é calmo. Achei estranho, mas aceitei o comportamento diferente numa boa. Fiquei até mais tranquila”, afirma. Com uma vida corrida, Marduce sempre reserva um tempo para passear e brincar com ele. “Passo o dia quase todo fora de casa e ele fica preso”, revela. Segundo a tosadora, Zulu chega a estranhar quando não está na coleira.

Mas não são todos os felinos que permitem esse controle. Para os mais afoitos e enérgicos, a tentativa de adaptá-lo a limitações pode ser radical demais para a natureza libertária deles. “O felino não pode viver o tempo todo preso em uma coleira. Mas, para passear, o uso da coleira é viável caso ele não se importe ou não fique estressado”, completa. No caso de recusa, o dono pode permitir que, desde filhote, o animal explore o ambiente, mas sempre com alguém ao lado.

Defensor do comportamento instintivo do seu felino, mas sempre sob cuidado, o estudante Leonardo Cordeiro, morador de um sobrado, prefere manter controle na liberdade do seu gato siamês Nietzsche. “Quando ele era filhote, tinha medo de deixá-lo solto completamente, e Nietzsche ficava preso o dia inteiro na coleira”, lembra. Com o passar do tempo, o estudante foi aprendendo a limitar a liberdade do animal. “Como durante o dia ele passa mais tempo dormindo, procuro deixá-lo livre. Durante a noite, fecho as portas e janelas para que ele só transite pela varanda”, explica. Para isso, Leonardo optou por instalar telas no ambiente. “Ele ficava estressado quando colocava a coleira, então achei melhor colocar telas, pois dessa forma evito acidentes”.

A colocação de telas de nylon em janelas é indicada por veterinários e criadores experientes como a melhor opção para garantir uma proteção efetiva contra quedas, fugas e acidentes com gatos e cachorros.

Fonte: Portal Diário de Pernambuco

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