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Animais com o hábito de destruição

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A estudante de veterinária Thaís Montagnolli tem nada menos que 12 bichinhos, entre cães e gatos. Cada um com sua personalidade e, claro, sua mania. Harry é um cão de três anos e adora morder móveis de madeira. Linda, de dez anos, tem em seu histórico de destruição três bolsas, vários chinelos, um chuveiro, baldes, vasilhas e até mesmo uma panela de pressão.

Quem pensa que os gatos ficam para trás se engana. Salem tinha o péssimo hábito de fazer xixi na bolsa e nos sapatos das visitas. Já Zuzu não podia ver alguém comendo que arquitetava mil planos para roubar a comida.

Com tanto peludo por perto, Thaís resolveu o problema com certa dose de paciência e algumas medidas simples, como a castração e os repelentes de ambientes.

Segundo Marcel Pereira, especialista em comportamento canino, existem casos mais graves, em que os animais simplesmente destroem sofás, mesas e jardins. O comportamento destrutivo, como é denominado, é comum em pets estressados, que sofrem de ansiedade de separação ou até mesmo sentem medo. No caso dos filhotes, muitos também tendem a morder objetos para aliviarem a coceira na gengiva.

O especialista acredita que a fonte do problema é a falta de uma rotina de atividades, fazendo com que os pets gastem na mobília de casa toda a energia acumulada. “Com a domesticação, retiramos a maior parte das atividades instintivas dos cães e, consequentemente, permitimos que eles se tornassem cães estressados e frustrados devido ao excesso de energia não gasta”, explica Marcel.

Solucionando o problema

A sugestão do especialista para amenizar o comportamento destrutivo é que o dono destine no mínimo meia hora por dia brincando com os cães. Ao proporcionar caminhadas e desafios mentais, a tendência é de que ele não aplique a sua energia destruindo móveis ou mesmo atacando pessoas.

Para os gatos estressados, a dica são os sprays e difusores elétricos que liberam substâncias que deixam o animal mais calmo, diminuindo a ansiedade em arranhar os móveis. Brinquedinhos e arranhadores também são boas opções para distrair os bichanos.

A urina é outro problema comum. Por ser um comportamento geralmente ligado à dominância dos machos, além da castração, que elimina a atitude de demarcar território e que também previne uma série de doenças, existem no mercado produtos que prometem afastar os felinos de locais indesejados. Os repelentes de ambientes saem, em média, por 35 reais, e têm odor e gosto ruins para o cão e gato, fazendo com que percam o hábito de se aproximar.

Se a dor de cabeça é com as manchas deixadas pela urina nos tapetes e sofás, a saída é recorrer aos tecidos mais resistentes e fáceis de lavar. Vale apelar também para as capas plásticas de sofás ou tecidos como o couro sintético.

Dr. Marcel lembra que promover uma rotina repleta de atividades para os pets ainda é muito mais fácil do que se preocupar com os danos futuros causados pelo comportamento destrutivo dos animais. Enfim, previna enquanto é tempo!

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