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Desnutrição e anemia prevenidas através do uso de vermífugos

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Com a chegada da primavera os passeios com os cães se tornam mais frequentes. A má notícia é que nesta época também aumentam os casos de cães e gatos com endoparasitas – parasitas que acometem e atuam internamente no animal, ou seja, em seu organismo, como vermes, tênias e lombrigas. Esta é a constatação da veterinária Amanda Cologneze. Segundo a profissional, a forma mais comum de contágio é na rua, quando o animal entra em contato com água, comida ou fezes infectadas. “A contaminação também pode ocorrer através de picada de mosquito que carrega a larva do endoparasita, da mãe para o feto ainda no útero ou via leite, durante a amamentação”.

A veterinária alerta que o problema é mais comum do que se imagina e que muitos donos ainda não dão a atenção necessária à doença. “A contaminação por endoparasitas pode ser bastante perigosa, sendo responsável pela desnutrição do animal e causar até mesmo anemia”. Com o processo anêmico, o funcionamento do organismo fica comprometido, já que é o sangue que leva os nutrientes e oxigênio para as células.

Segundo a especialista, além da presença dos endoparasitas nas fezes do cão ou gato infectado, outros sintomas comuns são: aumento de volume do abdômen, perda de peso, diarreias, cansaço excessivo e indisposição. Os pelos dos animais também ficam eriçados e sem brilho, típicos de um quadro de desnutrição.

Para tratar o problema, a veterinária explica que o procedimento é bastante simples. “Os vermífugos orais são 100% seguros. O dono deve tomar cuidado apenas para usar um medicamento específico para cães ou gatos e dar a quantidade de acordo com o peso do pet, sempre sob orientação e supervisão e do veterinário”. Amanda explica ainda que, como o princípio ativo varia de acordo com o tipo de endoparasita, é importante que, ao perceber a contaminação, o dono leve o animal imediatamente a um veterinário para que ele faça um teste que comprove o problema, via coleta de fezes, por exemplo.

E para evitar que o problema volte, o indicado é que animais adultos sejam vermifugados de duas a três vezes ao ano. No caso dos filhotes, a primeira dose pode ser dada aos 25 dias de vida. “Outras duas doses serão dadas como reforço, com data marcada por um veterinário”, explica Amanda. Além da medicação, a veterinária alerta que o dono precisa tomar alguns cuidados dentro de casa. “As fezes devem ser removidas com uma pá o mais breve possível, evitando que insetos posem no local. Também é indicada a higienização com desinfetante específico que não agrida os animais”.

Para finalizar, Amanda explica que algumas verminoses podem ser transmitidas ao seres humanos, embora não sejam todas. Nesses casos, os riscos variam desde sintomas como diarreias, falta de apetite e reações cutâneas até verminoses com consequências mais graves, como manifestações pulmonares, cardíacas e cerebrais. “Daí a importância de imunizar os animais, assim promovemos proteção não só a eles, mas a todos os membros da família.”

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