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Vômito pode servir de alerta aos donos

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Foto: FreeDigitalPhotos.net

Melhor ficar atento da próxima vez que o seu pet apresentar sintomas como vômitos ou diarreia. Isso porque apesar de comuns, eles podem estar relacionados a várias doenças mais graves. “Vômitos constantes podem ser consequências de uma gastrite, alergia ou intoxicação alimentar, úlcera gastro duodenal, insuficiência renal, verminose, giardiase ou virose”, explica a médica veterinária Carla Alice Berl, diretora do Hospital Veterinário Pet Care.

A especialista explica também que os mesmos sintomas podem sugerir doenças hepáticas, ingestão de corpos estranhos, pancreatite, infecções como cistite, piometra, problemas neurológicos, como síndrome vestibular, tumores e muitas outras patologias. É justamente por isso que os “proprietários devem buscar o auxilio de um veterinário de confiança para diagnosticar corretamente a causa do problema”, aponta Dra. Carla.

Maus costumes do pet, como comer rápido e tomar água logo em seguida, também podem causar vômitos e diarreias, mas a médica alerta que este não é um fator que leva o animal a vomitar com frequência. “Não procede, pois há variações de animal para animal. Talvez no caso dos filhotes, comer rápido e ir brincar logo em seguida possa fazê-lo vomitar”, indica. Por outro lado, animais que usualmente ficam soltos correm o risco de ingerir substâncias venenosas ou químicas que são maléficas ao organismo do animal.

“O problema é quando se ingere algo ruim, como venenos, pesticidas, algumas plantas, como a “Comigo Ninguém Pode”, chocolates, e outros químicos”, esclarece. Quanto à prática de se lamber, Dra. Carla explica que filhotes e adultos já são acostumados a se lamber, ou ao chão. “Mas alguns produtos, insetos, ou répteis vão induzir ao vômito”, finaliza.

Frequência e tipos de vômito

O vômito nos animais, assim como nos seres humanos, geralmente é consequência de alguma doença ou mal-estar. Assim, se for um caso ocasional, é aceitável, mas deve passar por avaliação. Para a veterinária, é muito importante diferenciar o vômito da regurgitação. “Quando vomita, o animal faz a “mímica” da contração abdominal. Já quando vai regurgitar, ele simplesmente expele o conteúdo alimentar e este vem do acúmulo no esôfago”, sem fazer esforço algum, esclarece.

“De qualquer maneira, o vômito espumoso claro ou amarelo é melhor que o vômito cor de borra de café ou avermelhado”, explica. Neste caso, ambos indicam presença de sangue. Quanto a vômitos com odor fétido de fezes, estes podem indicar obstrução intestinal alta. Já os que ocorrem de madrugada, muitas vezes, podem indicar gastrite.

Para acalmar os proprietários, a Dra. Carla garante que já existem medicações veterinárias específicas para controlar o vômito e que são 95% eficientes. Mas, ainda segundo ela, vale lembrar que é preciso achar a causa do problema e trata-lo. “O tratamento vai depender de resultados do exame clínico e ou ultrassom, Raio-X, hemograma e bioquímica sanguínea, endoscopia, biopsia etc”, finaliza a especialista.

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