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Carrapatos e pulgas podem transmitir doenças aos felinos

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Foto: FreeDigitalPhotos.net

As famosas chuvas de maio são um verdadeiro perigo para os animais de estimação. Isso porque em períodos quentes e chuvosos são comuns infestações de pulgas e carrapatos.

Os gatos, em especial, necessitam de cuidados extras, uma vez que além da coceira e alergia causados pelos parasitas, os bichanos correm o risco de desenvolver doenças mais sérias causadas pela ingestão de pulgas. “Com o hábito de se lamber, os gatos costumam retirar dos pelos e engolir eventualmente ectoparasitas”, explica Vanessa Lopes, responsável técnica do laboratório veterinário Mundo Animal.

Segundo a veterinária, além da questão da higiene, ao ingerir pulgas e carrapatos o felino pode adquirir verminoses como o Dipylidium Caninum, um parasita do grupo das solitárias/tênias. “Os gatos podem se infestar quando se lambem. Assim, acabam ingerindo pulgas ou piolhos contaminados, que morrem dentro do animal, liberando a larva da tênia”, detalha Vanessa.

Ainda segundo a especialista, os gatos que possuem hábitos externos correm maior risco de adquirir pulgas e carrapatos, pois eles podem trazê-los da rua e contaminar todo o ambiente, assim como outros animais que possam conviver na mesma casa. “É importante estar sempre atento e realizar consultas preventivas”, indica Vanessa.

Além da tênia, existem diversos ectoparasitas que podem afetar os felinos – e cada um deles traz sinais clínicos diferentes. Entre as doenças mais comuns – que podem, inclusive, levar o animal a óbito – estão a erliquiose, que causa infecção crônica, e a babesiose, que tem como consequência a infecção dos glóbulos vermelhos. Ainda não existe vacina para essas doenças, portanto a prevenção é a melhor forma de evitá-las.

Prevenção e tratamento

Segundo a veterinária a melhor forma de prevenção é o controle ambiental. “É indicado que se faça a limpeza com produtos específicos para combater os ectoparasitas presentes no local em que animal e dono habitam”, esclarece.

Produtos à base da substância deltametrina e permetrina são os mais eficientes neste caso. “Mas é sempre importante tomar cuidado porque os felinos são sensíveis a piretróides, compostos químicos presentes nos inseticidas. Então, o recomendado é retirá-los do local, limpar o ambiente, esperar secar bem e, só então trazê-los de volta”, detalha.

Nos casos em que a prevenção não foi suficiente e o gato adquiriu pulgas e carrapatos, é indicado o combate do problema com medicamento receitado por um veterinário, que levará em conta o porte, a idade e a raça do animal. Durante o tratamento, o dono pode complementar o combate aos ectoparasitas com outros produtos de higiene antiparasitária, como sabonetes, shampoos, banho seco e talcos.

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