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Cães e gatos também precisam de escovação dental

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Foto: FreeDigitalPhotos.net

Apesar das cáries serem raras em cães e gatos, a falta do hábito da escovação acarreta uma série de problemas que prejudicam a saúde e o bem-estar dos pets. Além de causar dor e incômodo aos animais, as doenças dentárias podem afetar outros órgãos e levar ao isolamento social do bichinho na família por conta do mau hálito. A escovação diária dos dentes e visitas anuais ao veterinário para profilaxia oral e controle da placa bacteriana são medidas simples que ajudam a manter a saúde bucal em dia. Com estas ações é possível prevenir cáries, a formação da placa bacteriana e do tártaro, doenças periodontais, perda de dentes e até insuficiência renal.

Segundo o veterinário Leonel Rocha, as grandes vilãs da saúde bucal dos mascotes são as doenças periodontais, que atingem os tecidos próximos aos dentes como gengiva, ossos e ligamentos de suporte. “Estas enfermidades acometem principalmente os cachorros de pequeno porte e caracterizam-se pelo acúmulo de placa bacteriana por falta de escovação. Geralmente o quadro tem início com uma gengivite e, eventualmente, os ossos são afetados levando a perda do dente em alguns casos. Estas bactérias podem, inclusive, causar problemas em outros órgãos como coração, rins e fígado”, alerta o especialista.

Formação do tártaro

As bactérias presentes nas gengivas começam a se organizar e formar a placa bacteriana aproximadamente 48 horas após a alimentação. Por isso é importante que o hábito da escovação seja diário. Com o tempo, a placa endurece e transforma-se no tártaro dentário. Identificados por meio de um simples exame clínico, a placa e o tártaro causam problemas de mastigação, halitose (cheiro anormal na boca) e podem levar à insuficiência renal quando não tratados. O comprometimento das funções renais é mais frequente em felinos do que nos cães e pode ser identificado por meio de exames de urina, de sangue e pelo quadro clínico.

Além disso, cães e gatos com mau hálito, ao se lamber, ficam fedidos e muitas vezes são rejeitados pela família. Confira algumas dicas para fazer da escovação um hábito:

*Para fazer a higiene dentária dos pets, é recomendado o uso de escova veterinária específica, humana infantil com cerdas bem macias ou escova em formato de dedeira.

* Cães e gatos trocam o último dente de leite por volta dos seis meses. Mesmo assim, o ideal é iniciar a escovação já no filhote para acostumá-lo e sem brigar com o animal.

* Este deve ser um momento divertido para o bichinho. Tente começar como uma brincadeira: escove o focinho, as orelhas e o queixo, mas não coloque ainda a escova na boca do pet.

* O hábito da escovação deve ser diário, independentemente do horário. No entanto, escolha um momento do dia em que o mascote esteja mais tranquilo.

* O mais importante é escovação da face externa dos dentes. Na face interna da arcada dentária, o movimento de vai e vem natural da língua ajuda na limpeza.

* Nunca utilize pasta de dente humana: escolha uma de qualidade e específica para uso veterinário. Lembre-se que os animais vão engoli-la.

* Se o cachorro estiver aceitando bem a escovação, vale colocar um ossinho na boca para que ele a mantenha aberta e facilite a escovação na face interna dos dentes – que, embora não tão importante, auxilia na manutenção da saúde bucal.

* Já para os gatos, a dica é escolher uma pasta de dentes saborosa para o paladar felino e usar como petisco antes de começar a escovação.

Rações especializadas com formulações para controle dental e alguns biscoitos caninos também ajudam na higiene bucal. Quando o animal não aceita bem a escovação, Rocha recomenda que a limpeza seja feita com uma gaze embebida em clorexidina: basta enrolá-la em um dos dedos e esfregar suavemente sobre os dentes do mascote. “Se o animal for do tipo que mastiga, existem ainda tiras macias de couro que ajudam a controlar o aparecimento da placa”, completa. É preciso, no entanto, evitar dar aos animais ossos de verdade: são muito duros e podem fazer com que o pet quebre um dente ao mastigar.

“Quando as placas se formam, a escovação não basta. É preciso fazer um tratamento periodontal para removê-las. O tempo decorrido até a formação do tártaro dependerá da predisposição e da alimentação do animal, mas ele costuma aparecer após alguns meses”, explica o veterinário. O controle da placa bacteriana e a remoção do tártaro são feitos no consultório, de forma mecânica, com o animal sob anestesia geral e entubado para evitar que se movimente.

Antes de iniciar a limpeza, o veterinário deve fazer uma radiografia oral e uma avaliação individual de cada dente. O procedimento é feito com ultrassom e água e inclui: limpeza das coroas dos dentes, limpeza profunda abaixo da gengiva e polimento.

Controle da dor é necessário

A lenta progressão das doenças periodontais faz com que o animal acabe se acostumando com a dor e, por isso, normalmente o proprietário não percebe sua presença. “Depois do tratamento periodontal, a qualidade de vida do animal melhora muito. É importante fazer uso de antibióticos três dias antes do procedimento e sete dias depois para evitar outras infecções. O medicamento alivia imediatamente a dor e elimina o mau cheiro, porém o animal não pode fazer uso contínuo dos antibióticos. A remoção mecânica das placas e do tártaro é necessária”, salienta Rocha.

Synulox (amoxicilina trihidratada e clavulanato de potássio) é um antibiótico de amplo espectro eficaz para o tratamento de doenças periodontais em cães e gatos. Com boa aceitação, seus comprimidos devem ser administrados diretamente na boca dos pets.

Fonte: Pfizer

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