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Gatos idosos tem maior risco de desenvolver uma doença renal

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Foto: Photo Rack

Os felinos envelhecem em um ritmo diferente da maioria dos animais de estimação. Para se ter uma ideia, a Associação Americana de Veterinários de Felinos (AAFP) sugere que os gatos devem ser considerados como sêniores quando atingem entre 11 e 14 anos e geriátricos a partir dos 15 anos. “Não existe uma idade específica na qual o gato torna-se idoso e conhecer esses limites pode ajudar o proprietário a monitorar seus gatos e identificar sinais precoces de vários problemas”, ressalta Marcelo Quinzani, diretor clínico do Hospital Veterinário Pet Care, de São Paulo.

Com o avanço dos anos, o risco de desenvolvimento de doenças crônicas aumenta e um dos problemas que mais preocupam os proprietários é o risco oferecido pela Doença Renal Crônica (DRC). “É uma doença bastante comum em gatos, especialmente geriátricos, e sua incidência está crescendo pelo aumento da longevidade dos felinos”, diz. “A Doença Renal Crônica não tem cura, por isso, quanto mais precocemente for realizado o diagnóstico, maiores são as chances de controlar os sintomas e a evolução do quadro”.

‘Não existe uma idade específica na qual o gato torna-se idoso e conhecer esses limites pode ajudar o proprietário a monitorar seus gatos e identificar sinais precoces de vários problemas”, ressalta Marcelo Quinzani.

Quinzani explica que o problema aparece quando os rins não realizam de forma eficaz sua função de filtrar os resíduos da corrente sanguínea para serem eliminados através da urina. De acordo com o veterinário, os principais sintomas do problema são: polidpsia (beber muita água), poliúria (fazer muita urina), diminuição do apetite, perda de peso e vômito. “Em alguns casos, mesmo após a identificação da causa inicial da lesão, os mecanismos da perda de estrutura funcional dos rins já foram ativados e a degeneração renal vai acontecer”.

Tratamento e cuidados

Com a função renal comprometida, a desidratação, a perda de nutrientes e o acúmulo de toxinas no organismo são as principais preocupações dos veterinários. Para tratá-las os especialistas recorrem à restrição de alguns nutrientes. “As dietas específicas para gatos com DRC normalmente têm restrição de proteínas, de fósforo e sódio”, explica. “As proteínas quando metabolizadas, resultam em toxinas que rins com alterações não conseguem excretar.

O fósforo também não pode ser eliminado de forma eficiente. Já o sódio aumenta o risco de hipertensão, que pode agravar ainda mais o quadros das animais”.

Para repor os nutrientes que o corpo não consegue absorver os veterinários recorrem à suplementação. Gatos com Doença Renal Crônica também têm sérios problemas em conservar as vitaminas do complexo B e vitamina C, devido à excessiva perda através da urina.

Essas vitaminas devem ser repostas através suplementação. Ultimamente recomenda-se também a suplementação de Ômega 3, pois descobriu-se que esses ácidos graxos apresentam uma ação protetora dos rins”. Outro nutriente que também deve ser suplementado é o potássio.

Outro recurso utilizado no tratamento de gatos com Doença Renal Crônica é a fluidoterapia. “Apesar de existir recursos para aumentar a ingestão de água no dia a dia do gato, como por exemplo, com rações úmidas, ou adicionando água a comida, esse aporte de água somente não é suficiente em gatos com DRC. Assim sendo a maioria desses gatos necessitam de fluidoterapia subcutânea”, explica. “A administração da fluidoterapia em gatos com DRC corrige a desidratação e aumenta a produção de urina, reduzindo os níveis de compostos tóxicos no sangue (principalmente ureia e creatinina), além de corrigir o desequilíbrio ácido-básico e ajudar a restaurar os níveis normais de fósforo e potássio no sangue”.

Nos casos mais graves de desidratação e comprometimento da função renal, a fluidoterapia deve ser intensiva e realizada em ambiente hospitalar por via intravenosa. O controle da pressão sistêmica também é ponto essencial no controle da evolução da doença.

A falência renal acarreta ainda na diminuição da produção do hormônio responsável pela estimulação da medula a produzir hemácias. “É muito comum a anemia em gatos com DRC. Isso pode ser corrigido aplicando-se hormônio”, detalha. Quinzani lembra ainda que o objetivo do tratamento é atrasar a progressão da doença, melhorar a qualidade de vida e estender a sobrevida do animal. “Por isso é importante que os proprietários tenham a consciência de que os gatos com Doença Renal Crônica vão precisar de cuidados diários em casa para que possam se manter saudáveis”, finaliza o diretor clínico do Hospital Veterinário Pet Care, de São Paulo.

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