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Relação positiva: crianças e animais

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Foto: Dreamstime

Um amiguinho animal pode ser uma ótima opção para os pais que priorizam um ambiente saudável para o desenvolvimento de seus filhos. Além da noção de companheirismo, a convivência com os pets pode acrescentar diversos ensinamentos aos pequenos, desde que bem supervisionada por adultos.

Pediatras e veterinários recomendam a adoção de um bichinho de estimação, para as famílias que ainda não o tem, a partir dos três anos de idade da criança, já que é nessa idade que elas começam a desenvolver a maioria das habilidades motoras, conseguindo controlar melhor a força e os movimentos para interagir com os bichos. Outro motivo para a recomendação é o acúmulo de trabalho: bebês e filhotes requerem muitos cuidados e atenção redobrada, então é melhor esperar a criança crescer um pouquinho para agregar mais um integrante à família.

Além de ajudar no desenvolvimento motor, o convívio com os pets proporciona um melhor desenvolvimento da sociabilidade de uma criança. Saber dividir a atenção, respeitar o animal e trocar carinhos com o bicho reflete na capacidade interativa dos pequenos, tornado-os mais receptivos. Outro ponto positivo dessa relação é a noção de responsabilidade. Pais podem repassar aos filhos uma ou duas tarefas relacionadas ao cuidado dos animais de estimação. A iniciativa é recomendada para crianças a partir de sete anos, porém, com ressalvas, conforme aponta a veterinária da Vetnil, Isabella Vincoletto. “Cuidar de animais requer responsabilidades quem nem sempre podem ser repassadas a uma criança. O melhor é dar tarefas mais simples a elas, como trocar a água ou dar petiscos aos pets. Nas demais atividades, a criança pode acompanhar e ajudar, mas um adulto deve ser o responsável”.

Uma relação que gera saúde

De acordo com uma pesquisa da Universidade de Melbourne, na Austrália, pessoas que cresceram em contato com animais têm até 30% menos chance de desenvolver alergias do que as que não tiveram um melhor amigo animal na infância. Outro benefício para a saúde é o incentivo à atividade física: brincar com os pets faz com que a criança gaste mais energia, desenvolvendo o condicionamento físico e afastando o sedentarismo. Além disso, estudos apontam que interagir com os animais pode ajudar a aliviar o estresse, inclusive de crianças.

Escolhendo o companheiro de aventuras

Agora que ficou claro que o relacionamento com animais de estimação faz bem às crianças, é preciso escolher qual será o melhor companheiro para elas. Segundo Vincoletto, alguns pontos devem ser levados em conta na hora de eleger o bichinho. “É preciso checar o local que se tem disponível para criar o pet e verificar que tipo de animal se encaixa melhor na rotina da família. Cães de médio e grande porte requerem um espaço maior para correr e brincar, e também disposição dos donos para passeios diários. Já gatos e cachorros pequenos adaptam-se bem a apartamento e casas menores”.

Segundo a veterinária, algumas raças têm temperamento muito dócil, como é o caso do Pastor Alemão, Labrador, Beagle, Boxer, Cocker Spaniel e o Staffbull. O gato Balinês e o Siamês também são muito fáceis de convívio. Isso, no entanto, não exclui outras raças de cães e gatos ou mesmo animais sem raça definida, que também podem ser ótimas companhias. “Uma boa dica é pesquisar os hábitos peculiares de cada raça, sem deixar de lado, é claro, a preferência e a simpatia da criança pelo animal”.

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